abril 22, 2013

o derby do critério largo

Ora então aqui fica a trilogia do derby de ontem. 

I - As equipas
O Sporting que ontem entrou em campo na Luz, apresentava 5 jogadores (Patrício, Rojo, Rinaudo, Capel e Wolfswinkel) que estão no plantel desde o início da época. Temos portanto que mais de metade do 11 inicial, até Janeiro, estava na equipa B (Illori, Dier, Bruma e André Martins) ou jogava noutros clubes (Miguel Lopes e Joãozinho). A equipa atual do Sporting não é a que tem 8 vitórias no campeonato, é a que sobrou do trágico reinado desportivo-financeiro dum tal Godinho Lopes. Quem disser o contrário ou o faz por má fé ou tem palas nos olhos. 
O Benfica ontem ganhou por duas razões: primeiro porque tem de facto grandes jogadores, principalmente do meio campo para a frente. Ontem jogaram quase 42 milhões (Cardozo 11, Lima 4, Sálvio 11, Enzo Perez 7,5 e Gaitán 8). E a certa altura entrou Ola John (mais 9M) e ainda havia Rodrigo (6M) no banco. A qualidade paga-se e o Benfica tem-na pago, daí ter jogadores que podem resolver na zona de finalização não precisando de muitas oportunidades para o fazer. A segunda razão vem já a seguir..

II - O árbitro
No final do jogo ouviu-se "o árbitro teve um critério largo" ou "foi uma arbitragem à inglesa". Sendo assim faço duas perguntas: 
1) o que é ter um critério largo?
Para João Capela o critério largo foi deixar o jogo andar, esquecer-se dos cartões e depois puxar por eles em faltas ridículas quando comparadas com as que se viram no início do jogo (Maxi em quase todos os lances divididos ou Matic sobre Bruma) e fazer vista grossa a lances dentro da área. Será que os mesmos lances dentro da área leonina teriam o mesmo critério largo? Basta ver o número de grandes penalidades que o Benfica tem a seu favor esta época para chegar a uma resposta rápida.
2) Se ontem foi uma arbitragem à "inglesa" porque é que a grande maioria delas não o são?
É a tal questão dos "dois pesos duas medidas". O Conselho de Arbitragem bem faz as reuniões antes do campeonato começar, dizem eles para definir uma "uniformidade de critérios". O tanas!! Rapidamente a máscara lhes cai e quando chega esta altura da época então, parece que essa reunião já foi há séculos. A única uniformidade de critérios que vejo é na cor das camisolas. Dependendo das mesmas usa-se o critério a, b ou c. Um pequeno exemplo, ontem Maxi Pereira conseguiu acabar o jogo sem ver um cartão sequer..

III - Os penalties
A certa altura, ontem, depois de ouvir falar os responsáveis benfiquistas, pensei para comigo "será que vi outro jogo?". O Capel não foi pisado pelo Maxi? O Viola não foi impedido de continuar o lance pelo - quem havia de ser - Maxi? Sobre o lance entre o Viola e o Jardel dou o benefício da dúvida. Mas afinal hoje olhando para os jornais desportivos, parece que não foi nenhuma histeria coletiva verde e branca. Houve mesmo duas grandes penalidades a favor do Sporting não marcadas, uma delas logo aos 7 minutos...



Portanto, ontem o Benfica ganhou o jogo porque foi melhor na zona de decisão e porque beneficiou de um "critério largo". A realidade é esta. Para aqueles que teimam em não querer ver (são os piores sempre ouvi dizer) foi mais uma vitória limpinha!

março 30, 2013

"Cloud Atlas"

Excelente filme, que é uma verdadeira odisseia: pelo tempo que demora (quase 3 horas) e pelas inúmeras viagens no tempo que o mesmo nos proporciona. Depois de ver este filme, mais ainda me convenço que os Óscares da Academia são uma treta. "Cloud Atlas" não teve sequer uma nomeação!! E podíamos começar pela montagem, fotografia, etc.

Baseado num livro de David Mitchell, muitos consideraram ser impossível fazer este filme, tal a complexidade de transpor para o grande ecrã 6 histórias diferentes e todas elas em diferentes espaços temporais. Mas os irmãos Wachowski fizeram-se acompanhar por Tom Tykwer e levaram a nau a bom porto.

Para quem viu o seguinte trailer antes do filme, deve ter gostado mas achado confuso. Pois bem, após ver o filme, o trailer passa a fazer todo o sentido. "Cloud Atlas" é daqueles filmes que perdurarão no tempo e que provavelmente só será devidamente apreciado daqui por alguns anos, para não dizer décadas..


março 21, 2013

"Notas de Amor"

Como Pascal disse, "o coração tem razões que a própria razão desconhece". E a frase encaixa como uma luva neste belo filme.

Margot (Williams) vive um casamento feliz com Lou (Rogen), que escreve livros de culinária. Tudo é perfeito, até ao dia em que Margot conhece Daniel (Kirby) e as dúvidas aparecem...

Antes de mais, Michelle Williams. Que atriz!! Adoro e neste filme está perfeita. E o filme gira todo em torno desta maravilhosa interpretação. Com uma fragilidade cativante vai lutando contra si própria e aquilo em que acredita, enchendo o ecrã. Chapeau! Também gostei bastante do desconhecido (pelo menos para mim) Luke Kirby e da mais conhecida Sarah Silverman. Já Seth Rogen, apesar de esforçado, não me pareceu que fosse a escolha ideal para o papel. Realce também para a realizadora, Sarah Polley, que começa a brilhar atrás das câmaras. 

"Notas de Amor" não é um filme fácil para quem acredita no amor eterno, porque coloca muitas questões. Porque parafraseando o filme "o novo um dia torna-se velho". É como um ciclo. É como a vida mesma. Duro e difícil por vezes, com raios de sol nos entretantos. Para aqueles que acreditam, como eu, cabe-nos saber viver com as imperfeições que sempre existirão e apreciar devidamente aquilo que temos, ao invés de ansiar pelo que não se tem.

Gostei. Bastante.


março 04, 2013

a prova!

O meu irmão levou com o logótipo da SportTV1 na focinha e eu apareço por pouco, mas apareço (e já com a camisola por baixo do casaco) :-)


"Ronaldo" à venda!

Não sou hipócrita e dizer que a vou vestir porque sei que não vou. Logo, se houver alguém interessado, pode-se chegar à frente. É a versão da Champions League e o equipamento além de confortável (sim, tive que a levar vestida para o jogo!) é bastante bonita. Simplesmente não é o meu clube.