fevereiro 13, 2012

Adele e Foo Fighters dominam Grammys

what you see is what you get (wysiwyg)!

Adele com 6 prémios em 6 nomeações, entre eles "melhor álbum do ano" e Foo Fighters com 5 em 6 (perdeu apenas na categoria de "melhor álbum do ano" para Adele) entre eles "melhor álbum rock", foram os vencedores dos Grammys, ontem à noite. Estou satisfeito. E não é por ter dito várias vezes que "21" e "Wasting Light" eram na minha opinião os albuns de 2011, mas sim por muito mais que isso, porque se premiou a genuinidade.

Tenho amigos bem mais conhecedores do trabalho dos Foo Fighters que eu. Ainda assim, quando disse que este era o melhor álbum da banda, concordaram comigo. Até diria mais, "Wasting Light" é dos melhores albuns rock que me lembro de ter ouvido até hoje. Através do documentário "Back and Forth" os Foo Fighters e principalmente Dave Grohl, o vocalista e ex-baterista dos Nirvana, despiram-se de preconceitos e mostraram de que matéria é feita uma banda. No melhor e no pior. Sem censuras. É essa verdade e genuinidade que transborda durante todo o documentário (também premiado com um Grammy num ano em que saíram documentários bem mais aguardados como o dos U2 ou dos Pearl Jam) e que nos ajuda a perceber como nasce o novo álbum, todo ele gravado na casa de Dave. E essa frontalidade e verdade nota-se no trabalho.

Já Adele, bom, as letras das suas músicas dizem tudo! É uma Adele transparente que fez das fraquezas força, e que transpira sentimento em cada uma das faixas do seu excelente álbum e que aliás, facilmente se comprova no concerto, já editado em vídeo, no Royal Albert Hall. Quem ouve "Someone Like You" e a forma como Adele o interpreta, facilmente percebe que está ali um pedaço de canção daquelas que perduram com o passar dos anos.

Numa era em que facilmente se criam artistas digitalmente, é de saudar e louvar que artistas como Adele e os Foo Fighters sejam reconhecidos. Aliás, o próprio Dave Grohl, há umas semanas, dizia que a indústria musical precisava de mais artistas como Adele. O mesmo Grohl que meses antes em plena actuação no Optimus Alive dizia que o "Rock and roll is all about people and instruments, not fuckin' computers". Concordo com ambas as afirmações. Dave e a sua banda e Adele são, voltando ao início, artistas wysiwyg, genuínos, verdadeiros e isso vê-se no seu trabalho e felizmente, é reconhecido. Agora é esperar que os Foo Fighters se reúnam mais vezes na casa do vocalista e quanto a Adele, a moça que me desculpe, mas se os desgostos amorosos fazem com que venha ao de cima o que está à vista de todos, menina Adele não me leve a mal mas espero que mande mais umas valentes cabeçadas na parede! Ainda é nova, tem tempo. Fica a perder no momento, mas a médio prazo ganhamos todos!

janeiro 29, 2012

"Os Descendentes"

"Os Descendentes" é um bom filme, mas não é o grande filme que tanta nomeação e prémios deixavam antever. Pelo menos foi o que eu achei. E até o mesmo realizador, Alexander Payne, já fez trabalhos melhores, como "Sideways", por exemplo. Mas atenção, voltando a fita ao início, não deixa de ser um bom filme!

George Clooney tem aqui, mais uma vez, uma interpretação digna de realce, semelhante a uma que também lhe valeu uma nomeação para a categoria de "Melhor Actor", e que para mim continua a ser a minha preferida, em "Nas Nuvens". Nesse ano, perdeu para Jeff Bridges, este ano vamos ver, mas é provável que à 3ª nomeação na categoria principal de representação, leve para casa o seu 2º Óscar (ganhou na categoria de "Melhor Actor Secundário" em 2006 por "Syriana").

Voltando ao filme, destaque para o resto do cast e para umas paisagens de sonho no Hawai. Gostei do filme, sem dúvida, mas muitas vezes o cinema é assim, um filme visto em alturas diferentes da vida pode ter significados totalmente diferentes e para já, "Os Descendentes" não mexeu comigo por aí e além.

janeiro 26, 2012

U2 "From the Sky Down"

Que maravilha!! 

"From the Sky Down" é um documentário sobre um pouco da história dos U2, porventura uma das fases mais difíceis da banda. Após o estrondoso sucesso de "The Joshua Tree" e o consequente documentário "Rattle and Hum" a banda chegou a um ponto em que ou caminhavam para o abismo ou paravam, faziam uma pausa e no reencontro tentariam reinventar-se. É essa fase que o documentário mostra, fase essa que coincidiu com o nascimento de um dos melhores albuns da história, "Achtung Baby". O que se seguiu foi a ascensão ao topo, onde com mais ou menos dificuldades por lá se vão mantendo.

Este documentário é uma relíquia para os fãs e uma peça obrigatória para quem queira perceber porque é que os U2 são uma banda diferente, porque é que os 4 rapazes de Dublin conseguiram resistir e não fizeram como tantas outras bandas que se foram desmoronando com a saída deste ou daquele elemento, ou acabaram mesmo por se separar. É que para se reinventarem, tiveram que rejeitar o que já estava feito e arriscar tudo, a partir de nada.

Thumbs up.

janeiro 20, 2012

"Moneyball - Jogada de Risco"

"Moneyball" é um bom filme. Decente.

Billy Beane (Pitt), um antigo jogador de basebol, é director geral dos Oakland Athletics, uma pequena equipa com baixo orçamento, mas que consegue lutar em campo contra grandes equipas com astronómicos orçamentos. Como qualquer pequena equipa quando começa a dar nas vistas, os seus melhores jogadores são "raptados" pelas equipas com mais disponibilidade económica e o espectro de "começar tudo de novo", torna-se um lugar comum.

Após estarem perto do sucesso frente aos NY Giants, Beane opta por contratar um assistente, Peter Brand (Hill) e com o pequeno orçamento que tem à disposição, construir uma nova equipa de jogadores, tendo por base uma análise estatística computorizada. E o objectivo de fazer história  e ganhar o último jogo, começa a ganhar forma...

"Moneyball" tem um argumento baseado em factos verídicos e todo o  seu cast (principal e secundário) funciona na perfeição. É um filme sobre princípios e segundas oportunidades. Por vezes abrem-se portas e nem sempre atravessá-las é o caminho mais fácil, por mais lógico que o mesmo pareça. A questão passa por saber viver o resto da vida com as opções que tomamos, porque mais cedo ou mais tarde seremos novamente postos à prova.

Recomendo.